Estudo foi realizado entre os meses de março e julho/11, em parceria com o Instituto Data Popular.
A Editora Abril, em parceria com o Instituto Data Popular e o apoio da Riachuelo, apresentou o estudo As Poderosas da Nova Classe Média, realizado entre os meses de março e junho/11.
Realizado em etapas que incluíram análise de pesquisa nacional com 5 mil pessoas, pesquisa online com 30,6 mil pessoas em 26 estados, 556 horas de observações etnográficas em 12 residências nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará, grupos de discussão e entrevistas com especialistas, o estudo trouxe descobertas e tendências sobre essas mulheres.
Confira abaixo os principais highlights da pesquisa.
A nova classe média
Nos últimos anos, o Brasil vem vivendo numa maré de otimismo e desenvolvimento, refletida no grande crescimento da nova classe média: no período de 2002 a 2011, a classe C apresentou crescimento de 38% em população e 62% em renda.
No mesmo período, a renda feminina apresentou crescimento de 78%, contra 48% da renda masculina. “As mulheres deram o grande empurrão para a evolução da nova classe média”, afirmou Demétrius Paparounis, diretor do Núcleo Femininas Populares da Abril.
Segundo dados da FGV/RJ, 31 milhões de pessoas já ascenderam para a nova classe média e a previsão é nos próximos cinco anos outros 30 milhões ascendam, principalmente em regiões com menor índice de desenvolvimento, como o Nordeste.
O poder está com elas
De acordo com Renato Meirelles, CEO do Instituto Data Popular, as mulheres da nova classe média incorporaram novos papeis, mas sem romper com as gerações anteriores. “Ela continua ligada à família e ao trabalho, mas agora também se preocupa em cuidar de si. Suas atitudes e comportamentos giram em torno desses 3 pilares”, pontuou.
Isso reflete na forma como essas mulheres se relacionam com os diversos segmentos de consumo. “A mulher da nova classe média gasta mais com beleza, moda e utiliza de todas as ferramentas para assegurar seu crescimento e evolução”, comentou.
Grandes tendências
O estudo mapeou cinco grandes tendências comportamentais nas mulheres da nova classe média. São elas:
Sofisticação do consumo: com o aumento do poder de compra, essas mulheres já adquiriram os itens básicos. Hoje, elas investem em acessórios e pequenas indulgências. O estudo observou crescimento no consumo de itens como viagens de avião, decoração, maquiagem, perfume importado, ar condicionado, jantar fora, internet banda larga e escola particular.
Carreira ao seu jeito: as mulheres da nova classe média buscam mais que um emprego. Elas querem perspectivas de crescimento e evolução da carreira. Dados mostram que, em relação à geração anterior, o índice de domésticas caiu pela metade, o que reflete essa preocupação das mulheres.
Para essas mulheres, a vida profissional não compete com a vida pessoal. 56% das entrevistadas afirmaram que não sacrificam o tempo com a família pelo trabalho.
Poder de decisão: hoje as mulheres são donas DA casa, e não DE casa. Elas são as grandes decisoras das compras da casa e de itens como tecnologia e transporte. 70% das entrevistadas afirmaram ser as responsáveis pelas compras da casa. Um ponto interessante detectado pelo estudo é que as mulheres afirmam deixar os homens pensarem que decidiram, quando, na verdade, a palavra final é delas.
Valorização da cor: as mulheres estão assumindo cada vez mais suas origens e valores. Em um período de 07 anos, o índice da população negra no Brasil cresceu mais que o dobro que a população total: foram mais de 18 milhões de novos negros e pardos, pessoas que assumiram e declararam sua raça Um fato que reflete essa tendência é o aumento da presença e destaque de protagonistas negros nas novelas.
Valor às marcas: os consumidores da nova classe média apresentam uma maior fidelidade às marcas que os consumidores de classes mais altas. Segundo Meirelles, para eles, a marca serve como um aval de qualidade e tangibiliza a melhoria no padrão de vida. “Em se tratando de nova classe média, acredito que estamos num momento de Opp of Mind*, em vez de Top of Mind”, defendeu. De acordo com ele, as mulheres da nova classe média estão escolhendo suas marcas agora e este é o grande momento para as marcas conversarem com elas.
“Um dos formatos que funciona e conversa muito bem com essas mulheres são os publieditoriais, que apresentam o conteúdo de forma integrada e agregam valor à realidade delas”, pontuou.
Segmentos
Ao todo, o estudo mapeou as tendências de consumo e relacionamento das mulheres da nova classe média em 10 segmentos: dinheiro, tecnologia, carro, casa e
decoração, educação, turismo, saúde, alimentação, beleza e moda.
“As mulheres da nova classe média deixaram de ser invisíveis. Elas estão aí e são a grande chave para que as marcas atinjam o sucesso no futuro. Invistam nelas”, finalizou Meirelles.
Clique aqui e conheça as tendências em cada segmento.
* Oppportunity of Mind
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