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29 de Maio de 2012 Acontece

Roberto Civita, Presidente do Conselho de Administração e Diretor Editorial da Abril, fez parte da comissão "Liberdade de Expressão e Democracia".

 

Está acontecendo, entre os dias 28 e 30/5, no WTC, em São Paulo, o V Congresso da Indústria da Comunicação, evento que, em sua quinta edição, abrange temas que transcendem a publicidade e promove o debate das principais questões que afetam o setor com os mais destacados líderes da indústria da comunicação brasileira.

 

A Abril Mídia é uma das patrocinadoras do evento e marca presença com um estande de 100m², no qual apresenta suas soluções multiplataformas. Além do estande, a participação da Abril se estendeu também para uma das comissões realizadas no Congresso. 

 

Roberto Civita, Presidente do Conselho de Administração e Diretor Editorial da Abril, juntamente com Gilberto Leifert, presidente do Conar, Carlos Ayres Britto, Ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) e Dalton Pastore, presidente do ForCom (Fórum Permanente da Indústria da Comunicação), discutiram a relação entre a Liberdade de Expressão e a Democracia.

 

Para Civita, a liberdade de expressão é o pressuposto básico da democracia e precede todas as demais liberdades. “Há uma indissolúvel interdependência entre democracia, liberdade de imprensa e livre iniciativa. O conhecido tripé, que envolve uma das mais extraordinárias simbioses do mundo moderno: sem livre iniciativa, não há concorrência. Sem concorrência, não há publicidade. Sem publicidade, não sobrevive a imprensa livre, alicerce da democracia”, afirmou.

 

Segundo o presidente, o compromisso dos meios de comunicação é, antes de tudo, com seus leitores/telespectadores/ouvintes/internautas, e com a verdade. “A constituição garante a liberdade de expressão e o direito do povo à informação livre. Todas as tentativas no sentido de controlar isso, devem ser rechaçadas. Pois, no fim, o que objetivam é inibir a liberdade de expressão, tanto da mídia tradicional, quanto do público em geral. Esta liberdade fundamental aumenta a responsabilidade dos comunicadores, e isso também vale para a propaganda”, disparou.

 

“Temos que pensar em termos de responsabilidades compartilhadas. O papel do Estado é garantir a liberdade de expressão e zelar pelo bem comum da sociedade. As empresas devem levar em conta e se empenhar em reduzir os possíveis efeitos nocivos dos seus produtos e serviços. Já temos diversos exemplos de empresas que mudaram ou adequaram seus produtos para minimizar as consequências", pontuou Civita.

 

“As agências de publicidade, no seu papel de criar e campanhas, precisam ser responsáveis. Vale lembrar a pressão da sociedade, que está cada vez mais consciente e melhor informada, o que tem exercido também um importante papel. A mídia, em geral, é responsável por toda informação que veicula, seja ela editorial ou publicitária. Além da corresponsabilidade, a grande questão diz respeito ao papel do governo. Em que setores o governo deve efetivamente se envolver? Como restringir propagandas de medicamentos, cigarros e bebidas, sem se transformar em um Estado babá? Como conciliar a liberdade individual e a livre iniciativa com a preocupação com o bem comum?”, questionou Roberto Civita.

 

“Tenho certeza que estamos todos de acordo quanto à necessidade de evitar que se dirija bêbado, de exigir receitas médicas à alguns remédios, e etc. Precisamos encontrar um equilíbrio entre a liberdade de conhecimento dos consumidores, a responsabilidade dos fabricantes e distribuidores e a obrigação do Poder Público de zelar pelo bem comum e saúde dos cidadãos. Como sempre, nada fácil, mas um bom objetivo para todos os envolvidos. Acho que isso dá um bom debate!”, finalizou.

 

Veja a seguir algumas fotos do evento.

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