Fórum Amarelas ao Vivo traz discussão com cinco candidatos à presidência

Na 4ª edição do fórum Amarelas ao Vivo, realizada em 19/9, VEJA entrevistou cinco dos candidatos à Presidência da República para conhecer mais sobre suas propostas.
  27/09/2018
Amarelas

Na 4ª edição do fórum Amarelas ao Vivo, realizada em 19/9, VEJA entrevistou cinco dos candidatos à Presidência da República para conhecer mais sobre suas propostas. O evento, que é uma versão de palco das tradicionais Páginas Amarelas da revista, aconteceu no Teatro Santander, em São Paulo. O debate foi transmitido ao vivo em VEJA.com e nas páginas de VEJA no Facebook, Twitter e YouTube, e contou com a participação dos presidenciáveis João Amoêdo, do Partido Novo; Geraldo Alckmin, do PSDB; Alvaro Dias, do Podemos; Marina Silva, da Rede Sustentabilidade; e Henrique Meirelles, do MDB. 

O fórum teve início com João Amoêdo, que criticou Bolsonaro e Haddad estarem à frente nas pesquisas e afirmou ter dificuldade em apoiar qualquer um dos dois no segundo turno. Sobre suas propostas, ele foi inicialmente questionado sobre a equiparação salarial entre homens e mulheres, ao qual respondeu que a saída é liberdade econômica das empresas, com intervenção da justiça quando houver discriminação. Na entrevista rápida “Sim ou Não: candidatos respondem”, realizada antes do fórum, João Amoêdo respondeu que é contra o imposto sobre grandes fortunas, a limitação da entrada de refugiados no país e a escola sem partido, e a favor do porte de armas e, em casos excepcionais, da intervenção militar. 

Em seguida, foi a vez de Alckmin ser entrevistado. O tucano também declarou sua desaprovação a Bolsonaro e Haddad: “Nós vamos mostrar os dois equívocos que o Brasil pode trilhar, um que é a escuridão, o PT, nós já conhecemos e não podemos errar de novo. (…) Do outro lado, você tem um salto no escuro, inimaginável, alguém que passou 28 anos na Câmara votando sempre pelo corporativismo, votando com o PT, é o mesmo DNA”, afirma. Alckmin disse que é favorável ao porte de arma na zona rural, à escola sem partido e à privatização de empresas públicas, menos da Petrobras. É contra a taxação de igrejas e templos. Sobre a manutenção do teto de gastos: “Eu sou favorável ao corte de gastos. (…) Ter um teto engessado por 20 anos, é preciso avaliá-lo ao longo do tempo. Ninguém sabe o que vai acontecer daqui 5, 10, 15 anos”.

O terceiro entrevistado foi o senador Alvaro Dias. Quando questionado sobre propostas para diminuir o número de desempregados no Brasil, ele disse que “é impossível o Brasil alcançar índices de desenvolvimento econômico compatíveis com sua grandeza enquanto mantiver esse sistema corrupto”. Sobre o casamento LGBT, declarou: “O STF já consagrou jurisprudência e nós respeitamos”. E sobre a descriminalização do aborto: “A legislação atual é suficiente, pois já estabelece as excepcionalidades. Somos um país de crenças e religiosidades e devemos respeitar as convicções”. Diz ainda ser a favor do fim do foro privilegiado e da necessidade de regulamentação da terceirização total do mercado de trabalho. Alvaro se declarou contra o reajuste das taxas do imposto de renda.

 A candidata Marina Silva afirmou que a campanha recomeçou após a entrada de Fernando Haddad. Ela chegou a oscilar perto dos 15% de intenção de voto antes da oficialização de Haddad como candidato, e agora está com cerca de 6% na última pesquisa Ibope. Disse ainda estar convicta de que vai para o segundo turno e criticou o discurso de “voto útil” de outros candidatos, como Geraldo Alckmin: “Não importa com quem seja, eu e Eduardo (Jorge, candidato a vice) estaremos no segundo turno. Se existem alguns que já jogaram a toalha, nós estamos no páreo”. Na entrevista rápida, Marina disse ser contra a taxação de igrejas e o foro privilegiado. É favorável à taxação de grandes fortunas e também à prisão em segunda instancia. Sobre o casamento LGBT: “Isso já está assegurado segundo uma resolução do CNJ”.

O candidato Henrique Meirelles, que foi o último entrevistado do evento, disse acreditar que haverá um aumento de eleitores ao centro na reta final da campanha e que, por ser um novato em disputas presidenciais, se sairá melhor em uma disputa com outros candidatos a representar esse filão, como Geraldo Alckmin (PSDB) e Marina Silva (Rede). “Temos uma divisão entre dois extremos e a grande maioria da população não está nesses extremos, que propõem o confronto entre brasileiros. Isso gera maior crise e, simplesmente, tragédia”, completa. Meirelles afirmou que, se eleito, pretende tomar três medidas iniciais: nomear uma equipe “dos sonhos”, retomar as reformas “fundamentais” da Previdência e tributária e, finalmente, focar no Congresso as discussões de quinze projetos para aumentar a produtividade do país.

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